É incrível que, no meu primeiro post, a minha felicidade dê lugar a uma revolta sem tamanho.
Explicando:
A felicidade se deve à minha sobrevivência à banca. Apresentei minha monografia na segunda-feira e obtive grau 8, tornando-me bacharel em jornalismo. Mas minha alegria durou apenas dois dias.
Ontem, leio na internet que o STF derrubou a exigência do diploma para exercer o cargo de jornalista. Fiquei atônito. Saí do computador e fui assistir Corinthians x Inter, final da Copa do Brasil (futebol é uma grande paixão desse neo-jornalista que vos fala) e depois esperei para assistir ao Jornal da Globo. Pensei, William Waack e Cristiane Pelajo, como jornalistas, vão nos defender.
Errei. William disse que "caiu mais uma herança do regime militar" e que "se todos têm direito de expressar sua opinião, todos podem fazer jornalismo".
Ora, eu achava que jornalismo era um trabalho de apuração, redação/locução, produção e edição, com exigências técnicas e compromisso com a informação, sem posicionamentos ou opiniões.
Claro, existem os editoriais, crônicas, etc. Mas no geral, a notícia deveria ser passada de forma isenta, qualificada e responsável.
Quase nunca espero nada da Rede Globo, nem de seus profissionais, mas dessa vez eu esperava um posicionamento diferente.
Minha esperança é que as empresas continuarão procurando profissionais diplomados. Até por questões práticas. Se não for assim, devo pegar meu diploma?
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)